FLORENÇA


Depois de uma noite muito bem dormida nas cadeiras de um café fechado no minúsculo aeroporto de Malta partimos em direcção a Roma. Como ambas já lá tínhamos estado não quisemos perder tempo precioso e seguimos para Florença, uma novidade para as duas. 

Chegámos, de comboio, depois do almoço. Reservámos o Hotel Hermes por ser bastante central e assim podíamos, facilmente, fazer tudo a pé (já agora para quem quiser marcar um hostel/hotel pela booking pode usar o meu código e recebem um reembolso de 10%). Estava de chuva e como estávamos com um cansaço descomunal decidimos dar -apenas- uma volta nos arredores do hotel. Como íamos ficar dois dias na cidade, aquela tarde podia ser bem tranquila ainda para mais estava a chover. Mas sabem quando começam a fazer alguma coisa que vos entusiasma e perdem noção do tempo e do cansaço? Foi isso que aconteceu. O entusiasmo de conhecer a cidade foi tão grande que vimos tudo o que queríamos ver sem perceber o quanto tínhamos andado. Voltámos ao hotel depois de jantarmos uma pizza de anchovas e alcaparras deliciosa, que se tornou a minha favorita.

No dia seguinte, permitimo-nos levantar tarde, estávamos a precisar de uma noite repousada que o corpo já não tem vinte anos e ressente-se.
Para aproveitar a cidade, o ideal será andar por todo o lado, sem pressa. Passar pelas praças, admirar a arquitetura, comer muito e viver o dolce far niente. A minha praça preferida é a Piazza della Signoria, onde está a réplica do famoso David de Michelangelo, a Fontana de Nettuno e o Palazzo Vecchio. Um ponto fotográfico bonito é a Praça da República, onde um carrossel dá um ar nostálgico às imagens. Se são como eu e gostam de subir para estar sempre no topo do mundo, não percam a Piazzale Michelangelo. Eu sei que pareço a maluca dos viewpoints mas não posso deixá-los passar quando é de lá que temos as melhores vistas da cidade. A ponte Vecchio é charmosa, repleta de joalharias e ourives, reza a lenda que durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães não tiveram coragem de destruí-la por ser demasiado bonita. E tinham razão, é muito bonita. Ah, e procurem um photobooth, há alguns pela cidade, e tirem uma fotografia. 

Um dos lugares que mais expectativa cria a quem vai a Florença é, sem dúvida, o Duomo, e vou confessar que, apesar da expectativa, fiquei embasbacada. O exterior é incrivelmente bonito. Quer pelo tamanho, quer pelas cores. Adoro a diferença entre o exterior e o interior da Catedral, por dentro é sóbrio e pouco ornamentado, nota apenas para o afresco pintado por Zuccari, e por fora um festival de mármore colorido. Fomos averiguar preços e horários de entrada, como chegámos tarde, era tudo para o dia seguinte. A entrada na parte interna do Duomo é grátis e apesar da fila assustar, anda bem rápido. Para o resto existe um passe que custa 18€ e têm 72 horas para usá-lo depois da primeira utilização. Talvez na próxima vez vá com mais força mental para aguentar a espera e compre o passe para entrar na Catedral, subir à cúpula e explorar tudo o que se tem de explorar naquele lugar.

Perdemo-nos inúmeras vezes nas ruelas da cidade porque achamos que todas as cidades são à Marquês de Pombal (mas não são) mas a parte mais divertida da nossa passagem por Florença foi a busca incessante pela arte urbana do Clet. Encontrei por acaso uma referência ao artista e pesquisei mais sobre ele, fiquei bastante entusiasmada e quando lá chegámos começou a demanda pelos sinais de transito, e não só, que estão tomados de assalto por este artista. Acabamos por encontrar a galeria dele e comprámos um souvenir diferente.

 Daqui seguimos para San Marino e Bologna que podem ler aqui e aqui.
mas a próxima paragem aqui no blog é Cinque Terre





































































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K.

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