BOLOGNA


Depois de uma manhã em San Marino, que podem ler aqui, seguimos para Bologna. 
Sinceramente nunca tinha prestado atenção a esta cidade. Nunca tinha ouvido ninguém falar dela com entusiasmo nem me cruzado com nenhuma informação alucinante que me quisesse transportar imediatamente para lá. Por isso, e numa viagem que foi meio calculada, não havia espaço para ela. Talvez numa próxima.
Mas, em Atenas, a Catarina esteve com uns amigos que lhe sugeriram um desvio na rota, dando assim, uma oportunidade a Bologna. 

Chegámos a meio da tarde para partir no outro dia de manhã, estávamos em trânsito para as Cinque Terre. Mas fomos surpreendidas por uma energia tão boa, e um gelado de tangerina de morrer, que nos deixámos estar e só partimos ao fim da tarde do dia seguinte (e porque já tínhamos o airbnb marcado).

Os gelados, a comida, o ambiente, as praças cheias de gente, a luz, as ruas, as cores, a fotogenia. 
Em qualquer canto, em qualquer ruela há uma foto à espera de ser tirada. 
Foi assim que me apaixonei por Bologna. 
Como não estava nos planos não tínhamos planos e disfrutámos dessa liberdade. 

Ficámos num hostel no centro da cidade, não muito longe da estação dos comboios e caminhável para todo o lado.

Da Basília de San Petronio, com a fachada inacabada -metade mármore, metade tijolo - à Due Torri que são o cartão postal da cidade.  Dos pórticos - dizem que se os alinharmos todos medem cerca de 40 km - às praças Maggiore (a maior de Bologna) e Piazza del Netuno. Das trattorias com comida inacreditável aos bares no bairro Pratello. Dos melhores gelados na mítica Galliera 49 aos mercados de rua. Da luz às cores dos edifícios.
Bologna é o mix perfeito do melhor de Itália.

Um dia só não chega para disfrutar o que esta cidade tem de melhor. Se há sítios que merecem que sejamos slow travelers, que disfrutemos e nos percamos no tempo. Bologna é um deles.

Infelizmente tivemos pouco tempo para a explorar mas felizmente que lá fomos. Foi uma surpresa tão boa que mal posso esperar para voltar. Se nunca tinham pensado em colocar esta cidade numa viagem a Itália eu sugiro que o façam. Deem uma oportunidade, tal como nós demos. Disfrutem-na. Comam gelados e, se não forem vegetarianos, lasanha com ragú. Se gostam de vistas espetaculares, subam os 498 degraus na Torre degli Asinellie (a única das Due Torri que se pode subir) e fiquem sem fôlego (pela vista, claro). Comprem uma cerveja e sentem-se numa praça e apreciem o movimento. Permitam-se ser slow nesta cidade, ela merece.

Ao fim da tarde, e depois de comermos mais uma pasta, partimos em direcção a La Spezia, a nossa base para explorarmos as famosas Cinque Terre.

Dica: Em Itália, os transportes são carissímos mas se gostam de se manter no tradicional há uma boa alternativa amiga do bolso, Flexibus. Esta empresa de autocarros existe em alguns países na Europa e vale a pena dar uma vista de olhos se quiserem poupar uns euros. 

 


























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2 comentários

  1. Ola!!! Tenho adorado as tuas fotos e gostava de saber qual/quais máquinas usas. Beijinhos e boas viagens!

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    1. Olá :) para fotografar costumo usar a camara Fujifilm Xpro 2, o iphone 5s, gopro 4. Há pouco tempo comprei um drone, o mavic air, mas ainda não explorei muito essa parte. As fotografias analógicas do blog foram tiradas com uma nikon f80! Beijinhos

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i heart you.

K.

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