(ma)MILOS


Milos Milos Milos. 
O sorriso preenche-me a cara quando penso neste lugar.
Acho que ninguém tem dúvidas acerca das ilhas gregas mas acredito que quem vá a Milos uma vez, fique enfeitiçado para a vida (eu fiquei). 

De certeza que já viram, pelo menos, uma foto de um lugar desta ilha. A praia de Sarakiniko, que é de deixar a boca aberta por mais praias que já tenham ido. É formada por cinza vulcânica e muitas vezes comparada com a paisagem lunar por ser toda branca.

Depois da nossa breve passagem por Atenas, onde iríamos voltar, voámos para a ilha de Milos num voo de 45 minutos. Localizada no Mar Egeu faz parte das Cíclades tal como Santorini e Mykonos. E tem uma beleza inarrável. Conta-se que foi aqui que foi encontrada a estátua da Vénus de Milo, por um agricultor no século II a.C. E que está hoje no Louvre em Paris.

Para enquadrar a nossa experiência nesta ilha é importante referir que fomos em Abril (época baixa). Calhou no fim de semana da Páscoa Ortodoxa (juro que faz muita diferença). Estava sol mas apanhámos ventania, por isso mergulhar não entrou na equação. A maioria das lojas e restaurantes estavam fechados e não fizemos nenhum passeio de barco (ohh). Alugámos carro no aeroporto (aliás, é a melhor maneira de conhecer a ilha) e ficámos num hotel gerido por um avô grego espectacular na vila de Adamas.

O que mais me encantou em Milos foi a sua beleza ímpar, todas as suas praias e recantos são singulares e isso torna-a muito especial.

Como disse, a maioria dos restaurantes e lojas estavam fechados. Era fim de semana de Páscoa e não há nada melhor do que estar em casa. E foi com alguma dificuldade que encontrámos lugares para almoçar.

Em Plaka, a vila principal da ilha perdemos-nos pela ruelas brancas com recantos floridos e tão fotografáveis que dá vontade de ficar ali ad aeternum.
Comemos num restaurante logo à entrada da vila e, embora já fora de horas, fomos atendidas com o jeito bem disposto que os gregos oferecem a que os visita. Estava morta de fome, pois tinhamos andado a saltitar praias a manhã inteira, por isso estava a ficar nervosa quando a velocidade do atendimento era tão parado que se fosse um bocadinho mais devagar, andavam para trás. Estava quase a desistir quando me chega à mesa um bacalhau no forno com batatas pequeninas (eu sei, estas coisas levam tempo mas estava com tanta fome que já estava por tudo). A minha avó faz um bacalhau de chorar, seja cozido seja no forno. E este estava tãaaao equiparado ao da minha avó que até me veio as lágrimas aos olhos. Encontrar casa fora de casa, não tem preço. 
Explorámos a vila que estava quase por nossa conta.

Seguimos caminho.

Klima, uma vila de casas brancas e pormenores coloridos. O dia era de ventania e de mar agitado, logo as ondas rebentavam no pequeno passeio mesmo em frente às casas. Em Trípiti visitámos o lugar onde o agricultor encontrou a famosa estátua e um pequeno anfiteatro grego com uma magnífica vista para o mar. Aqui tentámos almoçar num restaurante, o único que estava aberto, mas a luz acabou logo a seguir ao tzatziki chegar à mesa. Como a cozinha deixou de funcionar e depois de mais de 45 minutos à espera, decidimos pedir uma salada grega com a certeza que assim que a acabássemos de a comer voltaria a luz. Dito e feito.

Uma das minhas vilas preferidas foi Mandrakia, uma vila de pescadores a caminho de Sarakiniko, com um pequeno porto super fotogénico com as portas coloridas e a igreja logo acima branca e azul como a Grécia nos habituou. 

Para além das vilas fotogénicas o que me levou a esta ilha foram mesmo as praias. Começando pela Sarakiniko, passando pela Papafragas, Firiplaka, Agio Konstatinos e Alogomantras e muitas mais. Gostámos tanto que no nosso último dia na ilha repetimos as nossas preferidas.
Faltou visitar Kleftiko, uma formação rochosa que se visita de barco. 

Depois de três dias nesta ilha linda seguimos de ferry para Santorini, a terceira e última ilha grega desta viagem.

. Mal posso esperar por voltar a Milos. Com tempo quente e com as tavernas abertas, as saladas gregas, o tzatziki e o peixe grelhado nunca são demais.




































































































Sarakiniko


Sarakiniko
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