YOGA SUMMER RETREAT #2

Tal como tenho necessidade de viajar para conhecer o mundo e as suas gentes também tenho necessidade de outro tipo de viagens. O Yoga leva-me a lugares profundos dentro de mim e quanto mais pratico mais conectada me sinto. Uma viagem autêntica.

Em 2015 fui ao meu primeiro retiro de Yoga, podem ler sobre a experiência aqui.
 Foi maravilhoso, intenso e arrebatador.
Por isso quando vi que ia haver o segundo retiro de verão com a Filipa, que considero minha guru desde que a conheci, não hesitei em me inscrever novamente.
{para quem se quer iniciar na prática procurem a Filipa, tem uma energia fora de série e dá aulas em Lisboa!!}

Depois do retiro continuei a minha prática diariamente, em casa ou na aula. Mas passado uns meses fui viajar por quatro meses e a prática foi ficando para mais tarde. Fiz aulas na Indonésia mas pouco mais, só pratiquei mesmo Yoga mental. Estava cheia de vontade de praticar e decidi que quando voltasse a Lagos voltaria também à prática regular. Acontece que na última semana de viagem, numa brincadeira com um elefante caí ao rio e as dores apareceram. Cóccix e parte lombar arruinadas. Tentei me esquecer das dores para aproveitar os últimos dias mas a coisa estava negra. A custo, andava, sentava-me e deitava-me. Voltei para Portugal com duas paragens pelo meio e as dores já estavam a passar. Até que voltaram com muita força e tive de ver o que se passava. Resultado: bacia deslocada, seis vértebras deslocadas e uma tendinite no ombro. ahahah

Foi tudo arranjado e levei o verão todo a fazer massagens e acupunctura. Dada a luz verde para voltar ao Yoga achei o retiro a altura ideal para voltar (ainda agora preciso de ter alguns cuidados na prática pois preciso de ganhar força nas zonas afectadas).

O plano era semelhante ao da primeira edição. Muita prática de ashtanga, workshops de ayurveda, comida macrobiótica e muito boa onda entre todos. Neste segundo retiro tínhamos duas novidades: workshop de cozinha macrobiótica e uma surpresa para a terceira e última noite de retiro. 

O lugar ~ Casa Shanti ~ continua fantástico, a mestre também. O ambiente continua mágico e inspirador. O grupo era mais internacional com diferentes backgrounds mas com algumas caras conhecidas do primeiro retiro.











Aprendemos a preparar o manjar dos deuses com que éramos presenteados todos os dias na cozinha mais bonita de sempre. Uma das coisas que mais faço em casa, que aprendi no retiro, é a sopa miso, nhamiii.
As "repetentes" avançaram um pouco mais na série.
 Apesar de ter deixado de conseguir fazer algumas coisas que fazia por causa do acidente estou no bom caminho. (Engraçado que se comparar com o primeiro retiro em que me doía as pernas, o segundo "atacou-me" os braços.)
A caminhada meditativa foi rejuvenescedora e aquecida pelo sol que nos deu toda a energia que precisávamos.
E a surpresa foi um verdadeiro deleite: uma noite de aesthetic dance. 
Basicamente é mexer o corpo ao som da música da maneira que a sentimos. A pé descalço e em silêncio mexemos o corpo sem ter medo de olhares alheios.
 Foi tão libertador. E, a certa altura, confortável.
Isto acontece com frequência em Bali e já começaram a importar a ideia para as capitais europeias.
Uma parte importante é não falarmos com ninguém, é um momento nosso no meio da multidão.
Confesso que ao inicio é muito desconfortável. Não sabemos bem onde por as mãos, nem os pés, pensamos que estamos a ser ridículos, se calhar não queremos estar ali, estamos expostos e aterrorizados. São tudo sintomas de estarmos a sair da área de conforto. Por isso quando aceitei a pressão (que eu própria criei) foi libertador.

Depois do retiro podemos com o mundo e com todos os seus problemas. E é essa emoção que tentamos que prevaleça no dia-a-dia

our vibe attracts our tribe

namastê



















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K.

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