INDO(LINDA)


Depois de todo o stress fantasmagórico em Yogyakarta, marcámos uma villa com piscina para relaxarmos na ilha de Bali. Escolhemos ficar em Kuta.
 Encontrámos amigos que tínhamos feito nas Filipinas e previsões de muita chuva. 
Com o tempo chuvoso íamos perder alguns dias por isso decidimos o que não podíamos mesmo perder enquanto ali estivéssemos. Ubud, Uluwatu e Gili Islands foram as escolhidas.

Kuta não é bonita, já deve ter sido há muito tempo atrás, agora está saturada de turismo e de lixo. Aliás, o lixo é um problema grave na Ásia e nas praias é terrivelmente comum. Não foi uma surpresa porque já sabia que era das piores zonas para ficar mas era o mais em conta e não estava a contar ir para a praia. Como o tempo não estava bom dividimos o tempo entre piscina, dormir, comer, passear e festa. Perto da villa que ficámos havia um restaurante local com preços locais e fomos lá tantas vezes que a dona já sabia o que queríamos. Nesta zona há um lugar muito badalado chamado Sky Garden. É um tudo-em-um. Paga-se a entrada, 100000 idr (equivalente a 6 euros) e há um buffet  all you can eat + bar aberto até às 21h (começa às 17h).
Escusado será dizer que fomos lá algumas vezes.

Ao fim de quatro dias achámos que já chegava desta vida e fomos para Ubud, a meca do yoga e das boas energias.

Realmente Ubud tem qualquer coisa de especial, é um lugar muito agradável de se estar e apetece viver lá. A chuva continuou e por isso os nossos dias eram lentos, de contemplação da vida e daquela energia. Autênticos #noncomplainingdays.
Esta frase tornou-se a nossa hastag durante a viagem porque nos alertou para a quantidade de vezes que nos queixamos por dia. Ou seja, em dia de #noncomplain teríamos de estar bastante presentes para não nos queixarmos e relativizarmos o que nos acontecia. Ao ponto de desconstruirmos uma situação e vermos o lado positivo ou a lição dela. Revelou-se uma ferramenta muito útil para a vida e bastante divertido.

Alugámos uma mota e vruuum.
Explorámos templos budistas, aprendemos muito sobre a cultura balinesa (arroz na testa significa felicidade), purificámos a alma, perdemo-nos pelo mercado, comemos muito bem, fugimos dos macacos na Monkey Forest, provámos o café mais caro do mundo,  disfrutámos da linda natureza, apreciámos o carinho dos balineses e enchemo-los de terima kasih, deixámo-nos envolver pela espiritualidade, visitámos o Ketut (filho){Ketut Liyer é um famoso curandeiro em Ubud que saltou para a fama mundial após ter aparecido no filme Eat, Pray, Love. Disse-me coisas muito interessantes hahah, o mais engraçado é que fomos lá parar sem querer.}
E absorvemos toda a energia desta ilha dos deuses.
Foi tão bom, tão rejuvenescedor.

Daqui fomos para as Gili Islands, que ficam em Lombok e que vou falar no próximo post.
Das ilhas Gili voltámos para Bali para a mesma villa em Kuta. A chuva continuou por isso só conseguimos explorar Uluwatu, que é lindíssimo e um bate-volta a Ubud!

Mais uma vez, alugámos uma mota e lá fomos nós atrás do sol.
Antes de alaparmos o rabo na praia fomos visitar o templo de Uluwatu. Não o achei nada de especial mas a vista era-me familiar e senti-me em casa.
Seguimos para a praia felizes e descontraídas. ok, médio. Eu estava feliz e descontraída até a mota tombar para o meu lado e eu, inteligência rara, meter a perna para aparar a queda. O resultado foi uma nódoa negra gigante e uma dor ainda maior (há uma foto algures por aqui). Note-se que a mota estava parada e eu nem estava em cima dela.....ai vida.

Para chegarmos à praia (ou pequena faixa de areia) temos de descer uma escadaria por entre ruelas. A água estava quente por isso deu para relaxar e esquecer-me do que se estava a formar na minha perna (afinal estava num #noncomplainingday não me podia queixar, se me doeu na perna foi porque tenho uma perna para doer..ahah).
Vimos o pôr-do-sol no Single Fin, um bar muito famoso nesta praia. A vibe é muito descontraída e boa onda mas com preços acima da média.
 Voltámos já de noite para Kuta e foi neste trajecto, cerca de 15kms, que achei que ia morrer.
Já estávamos quase quase a chegar, quando meto a mão dentro do saco de pano que estava entre mim e a Bruna, verifico se estamos no caminho certo e sinto uma mão a me puxar o telemóvel. Dois tipos numa mota aproximaram-se da nossa, numa via rápida com dezenas de motas à nossa volta (todas mais ou menos à mesma velocidade) e um camião TIR a abrir atrás de nós, e tentaram me puxar o telemóvel. Tentaram uma segunda vez e como não conseguiram fugiram. Puseram em risco toda aquela gente, incluindo eles próprios, por causa da porcaria de um telemóvel. A Bruna percebeu que nos estavam a bater e conseguiu manter o controlo da mota. Parámos mais à frente e foi ai que lhe expliquei o que aconteceu. Se tivéssemos caído, mais motas tinham caído. E o camião tinha nos passado a ferro. Tudo por causa de um telemóvel.
Roubos por esticão é uma coisa que acontece muito nesta zona da Indonésia principalmente a estrangeiros. Fiquei paralisada com a situação principalmente porque aquelas pessoas puseram-se em risco por causa de uma porcaria. Para eles a vida tem um preço, nem que seja de um telemóvel.

Devolvemos a mota assim que nos foi possível e aproveitámos os últimos dias na Indonésia na piscina, longe da confusão. Valeu o susto. Para assinalar a amizade que nasceu nesta viagem decidimos tatuar-nos antes de cada uma seguir o seu caminho. A Bruna tatuou a palavra meow, eu um coração e a Corie um círculo.

xxx




















 






 























 






















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4 comentários

  1. Que sítios lindos!

    Lamentável o incidente do roubo mas é daquelas coisas que podia ser (muito) pior.

    Rui Quinta, Rui de Viagem

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    1. pode sempre ser pior :) felizmente até tem corrido bem!

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  2. Fiquei fascinada com as fotografias da sua aventura, se não ocorre se tentativas de roubos, e queda de mota, tinha a certeza que teria melhores lembranças... Espero que não passe por situações semelhantes a esta e que corra tudo bem, consigo. Beijinhos :)

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    1. Obrigada!! Apesar de tudo tenho óptimas lembranças. volte sempre Iara :) beijinho

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i heart you.

K.

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