uma questão de bahts

No sábado decidi perder-me num dos maiores mercado do mundo, Chatuchak Weekend Market. Eu vi uma pequena parte (e perdi-me), estava tão fascinada que não tirei fotografias (shameee). Tem tudo, mas T U D O mesmo. Comprei por 190 bahts umas LEVIS 501, ora portanto traduzindo este valor para euros dá uns magnificos 4,20euros. Encontrei por 100 bahts mas estavam muito manchadas e por amor a Buda estamos a falar em cêntimos. Comprei uma carteira e um caderno (em forma de passaporte) por 20 bahts cada (0,45 cêntimos) e um fio com a minha inicial A em thai por 200 bahts (4,40e). Estava tanto calor que entreguei-me a um posto de comida a acreditar pesado. Gelo e comida mal cozida. Voltei para o comboio com a intenção de passar a tarde no Bangkok Art and Culture Center mas não sei como fiz a coisa que quando dei por mim estava na paragem final, a do meu hostel. Não me ralei muito e como tinha roupa para lavar fui à procura de uma lavandaria, andei uns metros e achei que seria inteligente se perguntasse no hostel. Ora, no hostel por 45 bahts a máquina trabalha com detergente e por mais 10 bahts a secadora também trabalha. Antes disso, fui ao supermercado comprar bolachas e água e fiquei parada em frente a um posto de comida a ver a ementa. Uma miuda estava a fazer o mesmo e como estavamos as duas sozinhas, sentámo-nos a falar e a comer. Também se chama Ana, é alemã e está a viajar sozinha pela primeira vez. Tinha acabado de aterrar em Bangkok mas ia para Norte, Chiang Mai. Ficámos a falar por algum tempo e cada uma seguiu o seu caminho. Ela o do night train eu o das máquinas de lavar. As máquinas estão num pequeno pátio com cadeiras e mesas, sentei-me com o meu guia a escolher o que faria a seguir. Acabei por jantar uma massa thai demasiado spicy e cama que o amanhã promete.



O amanhã que foi hoje. Quando cheguei ao hostel, reparei que tinham imensas tours e fiquei interessada na tour de Ayutthaya mas eram 750 bahts. Decidi investigar e com a ajuda do meu guia descobri que na estação de comboios mesmo à minha frente há comboios diários para lá. Fui perguntar os horários e decidi ir no primeiro, às 6h40. A surpresa começou quando fui comprar o bilhete, 20 bahts (a sério?) por uma hora de viagem. O comboio saiu 15 minutos depois, os lugares eram marcados mas não no meu bilhete por isso umas estações à frente tive de me levantar. Uma velhota muito querida chamou-me, disse que me podia sentar ao lado dela e ainda me avisou quando tinha de sair, que afinal não era. O comboio arrancou e eu fiquei no lugar mais priveligiado, o da porta. O melhor de tudo foi o vento na cara. Era muito cedo mas já estava muito calor por isso as janelas e portas do comboio estavam abertas. A paisagem não era linda, julgo que passei pela miséria toda que rodeia a capital. Mas estar numa carruagem onde era a única estrangeira fez-me sentir da malta. Todos a quererem ajudar e muitos sorrisos. 
Quando desembarquei não tinha grandes planos, dirigi-me às informações e pedi um mapa. Depois decidi o que queria ver e sabia que dava para apanhar um barco para passar o rio. Quando saí da estação saltaram-me em cima, taxistas e tuktukers (pode-se dizer assim?). Eu segui em frente com a mania que sabia o caminho e até o encontrei facilmente. 8 bahts ida e volta!!! Quando cheguei à outra margem aluguei uma bicicleta e fui sempre em frente, não reparando que estava em sentido contrário, but who cares? Já me lanço para a estrada como uma verdadeira thai. Pedalei durante três horas por entre árvores, chedis, budas e templos. Gosteeeei muito. Cruzei-me com curiosos (que me pediram para tirar fotografias com eles!!), com viajantes e com elefantes. Ainda tentei procurar um Buda gigante mas era tão longe e estava tanto calor que decidi não ir. A voltar estava tão fascinada com a paisagem que me abraçava que tive um pequeno acidente. Não vi um buraco e desequilibrei- me, não cheguei a cair mas raspei o cotovelo na madeira da ponte e ainda me dói. Na volta, adormeci à janela do comboio com o vento a me arrefecer a cara. Tenho um escaldão na cara e nos braços, obrigada Tailândia. Tive de vir para o outro lado do mundo para apanhar escaldões! Fazendo contas à vida, gastei muuuuuito menos dinheiro do que se tivesse alinhado na tour, fiquei o tempo que quis, fiz o que me apeteceu e diverti-me bastante.









Parque Histórico Ayutthaya_ Wat Mahathat

Parque Histórico Ayutthaya_ Wat Mahathat

Parque Histórico Ayutthaya_ Wat Mahathat
Parque Histórico Ayutthaya_ Wat Mahathat

Parque Histórico Ayutthaya_ Wat Mahathat
selfie_ Wat Phra Ram

Próxima paragem: Yangón, Myanmar. Até logo Bangkok. 
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7 comentários

  1. Não sei como tens coragem para tanto, por muito que tente não me imagino numa terra assim tão diferente a fazer essas aventuras todas sozinha... Estou a adorar os teus post's desta tua viagem, nunca imaginei que fosse assim, tão "fácil" :)

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  2. Escusado será dizer que tenho adorado ler os teus relatos, e nem imaginas a vontade com que fico em fazer uma coisa destas...enfim, continua a relatar e a ter uma óptima aventura!!!

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  3. É desta que faço a minha tatuagem sobre essa (e outras) viagem. Obrigada babes*

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  4. Essa vai ser uma viagem inesquecível, sem dúvida alguma. Sonho um dia fazer algo assim, por agora fico-me pelo teu relato. Diverte-te!

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  5. Estou a ADORAR isto. A adorar mesmo.

    Tenho de partilhar contigo que vou em Junho para Bogotá. E confesso que estou um pouco assustada... Depois de ler os teus testemunhos fico sempre mais "descansada" a pensar que, ao pé da tua viagem, a minha estadia na Colômbia vai ser peanuts! :P

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  6. eu devo ser doutro mundo mas estou com inveja mesmo do facto de estares a fazer isso sozinha. acho que sabe tão bem! fazes o que queres, como te apetece, quando preferires. mal posso esperar pela minha road trip!

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  7. Uau, aquele mercado deve ser um sonho..que preços tão baratos, parece mentira!

    E essa viagem deve ter sido muito gira, cuidado é com os acidentes :P **

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i heart you.

K.

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