travel #9

desconfio que dentro de alguns dias já não vou dormir direito, falta tão pouco tempo!!!
O mais importante já está tratado: vacinas, documentos, dinheiro e a viagem.
Apesar de não me faltar nada é preciso afinar alguns pormenores como tirar fotocópias, fotografias-passe para os vistos, procurar alojamento em Bangkok e em Yangón e comprar o voo para Yangón via Bangkok, comprar o seguro, ir levantar os doláres ao banco, voltar à farmácia e fazer a mala. 
Isto de viajar independente tem muito que se lhe diga mas digo-vos que depois desta estou pronta para organizar qualquer viagem.
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Viajar sozinha nunca foi um projecto de vida, um sonho ou um desejo. aconteceu
quando me perguntam o porquê nunca sei responder pois os acontecimentos levaram a que ficasse sozinha, pelo menos no ínicio da viagem, e não quis desistir de uma das minhas viagens de sonho só porque não tinha companhia. outra pergunta frequente é se tenho medo, tenho. tenho medo de ver a vida a passar e não realizar os meus sonhos, tenho medo de chegar à velhice (se chegar que estas coisas nunca se sabe) e não ter nada para contar aos netos, tenho medo de me acomodar a uma vida rotineira a fazer coisas que não gosto. disto é que deviamos ter medo. não de dar o passo para os nossos sonhos mesmo que o tenhamos de fazer sozinhos.

apesar de tudo, quando tomamos uma decisão destas temos de ter em conta quem nos rodeia e ter muita paciência porque não é uma coisa fácil de se aceitar, principalmente os pais. e é da minha mãe que vou falar. a minha mãe para além de ser assumidamente mãe-galinha é também muito liberal. contudo não foi, nem está a ser, fácil para ela lidar com a minha viagem a solo. fiz questão que acompanhasse o processo todo e a melhor parte foi a consulta do viajante, ela muito calada e em choque porque só ouvia malária malária malária e o médico fez questão da acalmar e dizer que é uma experiência única e que deveria ser vivenciada por todos. hoje já se consegue rir da situação, falar dos gafanhotos fritos, das diarreias e das cabanas à beira mar a 4 euros a noite. não está completamente calma em relação ao ir sozinha (para ela é mesmo o problema) mas consegue perceber que só irei estar sozinha se quiser, com tanta gente a fazer o mesmo é mesmo uma escolha estar sozinha ou não. ah, e quer notícias e fotos.
envolver os outros no processo faz com que se sintam mais calmos e isso é o mais importante, nem que seja para a nossa sanidade mental, ahah.
o peter também está super entusiasmado e ajuda-me imenso, é que neste momento os meus problemas são que ilhas escolher no sul da tailândia, onde vou interagir com os tigres ou quanto tempo fico em myanmar (este é um bocado urgente visto que tenho de ter as viagens quando for pedir o visto). os problemas deviam ser sempre assim.

espero que continuem a seguir a minha viagem :)
se não leram outros posts podem fazê-lo: planear o inesperado, travel#1 , travel#2

este fim de semana tenho o workshop de escrita de viagem com o Filipe Morato Gomes, do blog Alma de Viajante em Lisboa. depois conto-vos como foi.


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3 comentários

  1. Muitas dessas perguntas fui eu que as fiz... E o teu maior problema tb seria o meu, a mãe... Estou desejosa de ver o resto da tua viagem e ler os teus relatos ;) bjs

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  2. Não consigo deixar de sorrir a ler estes teus posts. Estás a fazer algo que eu adorava poder fazer e que só me dá vontade de planear, também eu, uma dessas aventuras.

    Acredito que a mãe não esteja sossegada. Também tenho uma mãe-galinha e sei bem o que é com viagens... Quanto mais assim. Mas são mães, faz parte! :)

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  3. "outra pergunta frequente é se tenho medo, tenho. tenho medo de ver a vida a passar e não realizar os meus sonhos"
    adorei! eu não sei do que estou à espera...

    Ainda bem que a tua mãe acabou por se acalmar e acomodar à ideia :) estou a seguir cada passo, atentamente, desta aventura! *

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i heart you.

K.

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