teia

“No dia anterior o discurso tentava ser razoável mas só ela acreditava nele. Pensou que era fácil mas a vida têm-lhe vindo a mostrar não é. Ao fim de alguns dias de insónias conseguiu dormir mais de 6 horas seguidas mas acordou com um pesadelo. Mudou o discurso e saiu de casa. (…) Não sabe bem como, porque não se lembra, mas acordou numa casa que não era dela. (...) Ela estava um pouco longe de casa por isso deu para pensar em tudo. Tem um problema chamado amor. Apaixonou-se, faz tudo para combater isso, entra em jogos, anda sempre a fingir que está bem e por vezes, ainda pensa no passado. Ela sabe que não é a única, no fundo ela sabe. E afinal ela é que faz filmes, (…) se ele soubesse o quanto significou e o quanto significa, (…) não pela quantidade mas pela qualidade e intensidade que tudo aconteceu. (…) Se ele soubesse que ela o procura em todos os rostos com que se cruza na rua. Se ele soubesse o quanto…era mais fácil. Porque acabava com a sua angústia do é ou não é e sabia se tem de seguir com a sua vida ou não. (…) Afinal a vida é feita de tempos. Há um tempo para conversas e um tempo para silêncios. Há um tempo para rir e um tempo para chorar. Há um tempo de confiança e um tempo de mágoas. Há um tempo para insistir e um tempo para desistir. Há um tempo para fazer amor e um tempo para libertar o que há de mais primário em nós. Há um tempo para esperar e um tempo para avançar. Há um tempo para parar e um tempo para reagir. Há um tempo para chegar e um tempo para partir. Ela só quer saber se tem de partir (…)”
“A teia”
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